Continuando o poste inspirado no Globo de Ouro, chegou a vez de indicar 5 filmes de 2011 Lembrando que a lista contém filme que eu assisti em 2011 e não necessariamente que foram lançados nesse ano. Foi difícil escolher só 5, então resolvi quebrar a regra e fazer algumas indicações extras no final, agora vamos a lista:
X-Men: First Classe
Sinopse: Antes de Charles Xavier (James McAvoy) e Lensherr Erick (Michael Fassbender) se tornarem o Professor X e Magneto, respectivamente, eles eram dois jovens que estavam descobrindo seus poderes como mutantes. Amigos íntimos, trabalham juntos e com outros mutantes na tentativa de deterem uma ameaça global. Neste processo, porém, os jovens mutantes derem início à rivalidade que os acompanhou pelo resto de suas vidas.
O filme tem os clichês do gênero, um super vilão egocêntrico e maluco com um plano ainda mais maluco pra dominar o mundo e cabe aos heróis salvarem o mundo. Da serie X-Men foi o que me gerou menos expectativa porém foi o que mais gostei. Sinopse e fotos divulgadas antes do filme eram ruim, algumas até ridículas as vezes e que me gerou um certo medo antes de assistir o filme, mas então veio minha surpresa, o filme é o melhor da serie.
Michael Fassbender mostra que veio pra ficar em mais um excelente trabalho (assim como em Bastardos Inglórios), é um Magneto jamais visto nos cinemas, ainda indeciso em qual caminho seguir, entre a amizade com Erick ou seus ideais. James McAvoy não fica por menos, a surpresa do filme (pra mim), McAvoy mostra-se como um dos melhores atores da nova geração e nos apresenta um Xavier adolescente, engraçado e pelo incrível que pareça, que tira proveito dos seus poderes pra conquistar as gurias.
O filme tem seus conflitos existências/humanos bem elaborados (a busca da igualdade dos mutantes), apesar do foco evidente em Magneto e Xavier, todos personagem tem sua importância e principalmente, o ponto certo entre humor X ação, o que faz do filme um dos melhores do ano.
Contágio
Sinopse: Contágio segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que mata em poucos dias. Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está desmoronando. Com um elenco estelar, encabeçado por Marion Cotillard, Matt Damon, Laurence Fishburne, Jude Law, Gwyneth Paltrow e Kate Winslet.
Estou cansado de filmes pós-apocalipse, a terra destruída, poucos sobreviventes, sem comida essas coisas de sempre. Poucos filmes abordam o pré-apocalipse, como surge o vírus, como se espalha e contamina o mundo, sem se preocupar com fim.
Esse é o grande diferencial de Contágio, contagio se mostra mais interessado em mostra como pessoas comuns se comportam em um cenário não muito otimista de um apocalipse e deixar de lado o mundo destruído tanto mostrado no cinema.
O excelente elenco faz bonito nesse filme, e todos são importantes do filme. É apresentado basicamente três esferas: o cidadão comum, representado pelo pai de família (Matt Damon, John Hawkes); as instituições públicas, concentradas nos médicos e epidemiologistas (Laurence Fishburne, Kate Winslet,Elliot Gould, Marion Cotillard); e a ponte entre esses dois extremos um blogueiro e repórter investigativo (Jude Law).
Contágio não é nenhum blockbuster e passou despercebido em vários cinemas, mas se você não assistiu fica meu conselho, assista. Você vai gostar.
Quero Matar Meu Chefe
Sinopse: Três trabalhadores infelizes (Jason Bateman, Charlie Day e Jason Sudeikis) que acham que a única coisa que faria a monótona rotina mais tolerável seria moer seus intoleráveis chefes até virarem pó. Pedir demissão não é uma opção, então, com a ajuda de alguns drinks a mais e dos conselhos duvidosos de um ex-presidiário trapaceiro, os três amigos elaboram um plano confuso, e aparentemente infalível, para livrarem-se de seus respectivos chefes… permanentemente. Só há um problema: até mesmo o melhor dos planos depende da inteligência de quem o executa para ser infalível.
Em um ano onde Se Beber Não Case II teve uma arrecadação milionária, Quero Matar Meu Chefe foi pra mim a grande comedia do ano.
Os motivos das mortes nem são importantes mas aqui vão eles: Kevin Spacey é um psicopata que atormenta a vida de Jason Bateman no trabalho e jurou não deixa-lo em paz, Collin Farrell é um idiota filho do dono da empresa onde trabalha Jason Sudeikis, que acaba por assumir a liderança após a morte de seu pai encaminhando o fracasso da empresa, e Jennifer Aniston, uma dentista tarada que faz de tudo pra transar com Charlie Day.
Como esperado, o plano não da certo, as coisas se complicam e fogem do controle. O filme não tem nenhuma novidade, pelo contrario. Ele assume os clichês do estilo e suas inspirações e aproveita pra deixar os atores e roteiristas livres pra fazerem as piadas, esse é o segredo filme, o que me fez dar tanta risada no cinema e o principal motivo de pra você assistir o filme.
Watchmen

Sinopse: Em 1977 foi aprovada pelo congresso norte-americano a Lei Keene, que proibia as atividades de mascarados no combate ao crime. Isto fez com que vários super-heróis deixassem a carreira, como o Coruja (Patrick Wilson) e Espectral (Malin Akerman). Outros, como o Comediante (Jeffrey Dean Morgan) e o Dr. Manhattan (Billy Crudup), passaram a trabalhar para o governo. Dois anos antes da implementação desta lei Adrian Veidt (Matthew Goode) decidiu revelar sua identidade como Ozymandias, dedicando-se a partir de então na construção de um império econômico. Em 1985 o mundo vive o clima da Guerra Fria, no qual um ataque nuclear pode acontecer a qualquer momento, vindo dos Estados Unidos ou da União Soviética. Neste clima de tensão política Edward Blake, o Comediante, é assassinado. Em seu funeral comparecem, em momentos diversos, seus antigos companheiros. Entre eles está Rorschach (Jackie Earle Haley), que acredita que sua morte seja o indício da existência de um assassino de mascarados.
Primeiro filme indicado que não foi lançado em 2011 é a única maneira justa que eu vejo de comentar Watchmen é: FODA! Incrível, excelente, em alguns momentos lindos. Zack Snyder conseguiu expressar todo o potencial dos quadrinhos, desde sua forma trash até um universo de discussões sociais, morais, artísticas, bélicas, governamentais e humanas abordados na QH. Isso mesmo, Watchmen tem todos esses elementos, o que torna um filme longo (em torno de 2h:40mim) e meio complexo.
Não desista no meio do filme, e não ache o final ruim, tudo faz parte da discussão, toda ação acontece visando algo maior, algo para o publico pensar, no que é certo ou errado e se existe certo e errado. Confie na história, leia o quadrinho, pesquise sobre a história, se torne fã e assim como eu, torça pra não acontecer a tão contestada continuação.
Só pra aumentar sua vontade. Saiba que a tomada inicial do filme, desde a luta até o botton caindo pela janela, é uma das cenas mais lindas do cinema.
Meia-Noite em Paris

Sinopse: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir para Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.
Meia-Noite em Paris é a volta do Woody Allen aos topo, é um excelente filme de um dos meus diretores favoritos. E dessa vez Woody Allen mostra uma Paris em três épocas diferentes, uma mais linda que a outra (uma vez ouvi a seguinte frase de um critico: “É impossível enfeiar Paris”. Começo acreditar nisso). Gil é sonhador, ele sempre pensou como serie viver na década de 20. Com todos os artistas que ele idolatra andando livres pela rua, e de uma forma incrível ele consegue presenciar isso.
O Roteiro, as fotografia e a forma como o personagens evolui, são os pontos altos do filme, não sou fã do Owen Wilson mas ele também está muito bem no filme, porém o melhor é lição dada de forma bem humorada e melancólica, que não se deve abdicar da vida em nome da arte.
Com um clima de nostalgia generalizado no ar, eu vejo muita gente dizendo que nasceu na década errada (???), eu queria ter visto isso, ter visto aquilo blá blá blá. Talvez essa não seja a melhor das época, ok, mas ela tem seus pontos positivos. Sempre veremos o passado com nostalgia, cheio de coisas boas e incrível, como espero que sempre vejamos o futuro com esperança mas o presente é onde estamos e ele é incrível. Acredite.
Menções Honrosas:
